Você já desejou que houvesse uma maneira de assegurar que o desenvolvimento de novos produtos ou serviços pudesse ser feita de maneira otimizada, garantindo que todas as etapas sejam previamente estruturadas com um alto nível de qualidade?

E se dissermos que existe uma metodologia cujo foco é a obtenção de uma compreensão integral de todas as fases de um lançamento, evitando a necessidade de alocação futura de custos para retrabalho ou aprimoramento do resultado alcançado? Esse é o DFSS, Design for Six Sigma.

Continue a leitura a seguir e compreenda o que é o DFSS, quais suas fases, para que serve esse método e de que maneira conseguir implementá-lo.

O que é Design for Six Sigma?

O Design for Six Sigma é uma metodologia ou sistema que visa a manutenção dos consideráveis níveis de qualidade no planejamento e execução de novos produtos, processos ou serviços, estruturados de forma a certificar o padrão de categoria Six Sigma.

Em oposição ao que é implementado em outras abordagens, o DFSS não possui uma esquematização fixa, possibilitando um alinhamento segundo as necessidades e particularidades do seu negócio. Diante disso, muitos buscam entendê-lo enquanto uma abordagem, dado seu traço de ajuste e flexibilidade.

Dentro da escala Sigma de excelência, o mínimo a ser atingido em sua composição é de 4,5, resultando em um entendimento preciso e objetivo das principais necessidades do consumidor final, que passam a orientar e direcionar todo o processo.

Para que serve o método DFSS?

A metodologia DFSS procura a facilitação da elaboração de uma análise, desenvolvimento e entrega de produtos, a partir da instrumentalização com recursos e ferramentas que possibilitam a elaboração e prosseguimento de resultados que atendem às expectativas dos clientes, fomentando uma redução de custos do projeto sem abdicar da alta qualidade.

Ainda enquanto meta, o Design for Six Sigma busca a incorporação de valor à solução entregue, com o auxílio de inovações e aplicações tecnológicas, fortalecendo a relação com os consumidores e fidelizando essa dinâmica.

Não deixe de conferir: Processos de uma empresa: como criar e melhorar a gestão!

Quais são as cinco fases do DFSS?

Dentre os recursos empregados, a metodologia DMADV desponta como uma das principais. Confira o significado da sigla:

  • (D)efinição: o projeto, processo, produto ou serviço é reconhecido, determinado e compreendido;
  • (M)edição: as expectativas e necessidades dos consumidores são identificadas e calculadas;
  • (A)nálise: novas resoluções e idealizações são exploradas e determinadas;
  • (D)elineamento: ensaios e experimentações em menor escala são aplicados. Com o sucesso dessa etapa, passam a ser redimensionados em proporções maiores e específicas;
  • (V)erificação: as fases de validação são executadas para a comprovação do lançamento.

1. Definição

Aqui, acontece a estruturação inicial, em que os propósitos são determinados conforme o posicionamento e critérios da organização. É traçada uma justificativa para esse novo planejamento, bem como as expectativas de retorno financeiro, escolha da equipe responsável e perfil de consumidores a ser atingido.

É implementada ainda uma extensa avaliação dos principais concorrentes e das perspectivas de tecnologia disponibilizadas, direcionando à concepção e formulação de cronogramas, detalhamento técnico e demais necessidades avaliadas.

2. Medição

Após a conferência e confirmação dos apontamentos da primeira etapa, é dada a sinalização para início do reconhecimento das carências e demandas do público-alvo.

Também são estudadas como podem ser aplicados os indicadores passíveis de mensuração, para que gestão e colaboradores consigam ponderar e analisar questões qualitativas para o próximo ciclo.

3. Análise

Nessa etapa, você considera novas perspectivas e escolhas que podem atender às normas financeiras, técnicas e organizacionais, sendo identificada a opção que mais se enquadre dentro das chances de aperfeiçoamento.

São traçados os projetos de fornecedores, etapas de produção e ideias de marketing a serem atreladas ao produto.

4. Delineamento

Também identificada como fase de design, aqui o detalhamento é aprofundado ao nível máximo, com a criação de cenários que viabilizem a otimização da entrega, analisando e identificando possíveis entraves e limitações.

Pode se apresentar enquanto um dos períodos mais burocráticos, que demandam um intervalo maior de tempo. Isso porque abarcam também as experimentações e testes para o alcance dos melhores indicadores.

5. Verificação

A apuração e averiguação dos novos serviços ou produtos são colocados à prova, permitindo que comece todo o processo de execução das produções.

É feito ainda um acompanhamento contínuo das performances e ações, para que quaisquer contratempos possam ser contornados e até mesmo sanados.

infográfico explicando as cinco fases do design for lean six sigma

Quando implementar o Design for Six Sigma (DFSS)?

Dentre as circunstâncias que permitem a aplicação e implementação do Design for Six Sigma estão:

  • Quando a organização deseja começar a elaborar um novo processo, produto ou projeto;
  • Quando a formação de um lançamento foi iniciada, mas não tem demonstrado bons níveis de satisfação ou não teve todo o seu potencial explorado;
  • Quando uma entrega que já está em circulação demonstra não estar mais atendendo as expectativas dos clientes, direcionando para a necessidade de substituição completa.
imagem explicando como implementar o design for lean six sigma

Quais as diferenças entre DFSS e DMAIC?

O Design for Six Sigma é tido como o aprimoramento da metodologia Seis Sigma e à criação de novos produtos, enquanto o DMAIC (definição, medição, análise, melhoria e controle) é entendido como uma ferramenta mais tradicional, abordada em processos já iniciados. Sendo, portanto, utilizada para o aprimoramento de projetos que já estão em curso, delineando as modificações necessárias.

Outra disparidade entre ambas se deve ao fato de que a DFSS tem uma análise preventiva, enquanto o DMAIC é de atenuação de danos e falhas. E podemos também elencar que:

  • Os frutos do DFSS serão colhidos e visualizados a longo prazo, já o DMAIC oferece um retorno em um intervalo menor de tempo;
  • A definição, medição, análise, melhoria e controle foca em etapas de produção e confecção. O DFSS, por outro lado, abrange as pesquisas, estruturação de marketing e as fases de design, com uma gestão multiprofissional.

Para ler depois: Projeto DMAIC – passo a passo para aplicação.

Como você decide qual metodologia DFSS usar?

Ainda que a ferramenta DMADV seja amplamente utilizada, existem outras metodologias DFSS que podem ser aplicadas. A escolha pelo recurso que melhor se encaixe aos objetivos e valores do seu negócio pode ser delineada com base nos focos obtidos por cada uma.

  • A IDOV, sigla para identificação, design, otimização e validação, por exemplo, busca capturar desde o princípio os desejos do consumidor, sendo o principal guia para toda a sua formulação;
  • Já a DMEDI, que significa definição, mensuração, exploração, desenvolvimento e implementação, busca focar nos resultados que tenham mais vantagens competitivas, com ordenações criativas.
imagem explicando como decidir qual metodologia do design lean six sigma usar com a imagem de um homem trabalhando no computador

O que você deve considerar para utilizar o DFSS?

É preciso considerar que o DFSS tem como foco a prevenção de limitações que possam comprometer a obtenção de qualidade máxima, com o direcionamento assertivo das etapas e otimização de custos e recursos, agregando um valor final mais significativo.

Portanto, se deseja apresentar um resultado com o menor número possível de falhas, desde sua conceituação até o direcionamento ao mercado, o DFSS se mostra enquanto melhor escolha.

A sua aplicação precisa ser desenvolvida por profissionais capacitados, que compreendam as principais métricas e parâmetros de melhoria de projetos. Uma formação em Lean Seis Sigma, por exemplo, é algo que qualifica e capacita gestores a implementarem esses projetos com mais segurança, confiança e competência.

Não deixe de conferir sobre as certificações Seis Sigma e de como elas o preparam para o alcance de máxima eficiência nos processos.

imagem para divulgar o curso de black belt lean six sigma com a imagem de um homem olhando para o computador

Gostou do conteúdo de hoje? Confira essas e outras informações em nosso blog e conheça sobre gestão empresarial, produtividade, ferramentas e processos.

Até o próximo post!

Autor

Autor de 2 livros publicados: "Lean Six Sigma: O guia básico da metodologia" e "101 Dúvidas sobre Lean Six Sigma". É formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. Estudou Business and Process Management pela University of Arkansas - EUA, direcionando sua especialização em Lean Seis Sigma. Professor de empresas como BRF, Plasútil, Usiminas, Petrocoque, Avon, Mondelli, UNESP, JohnDeere e de mais de 35.000 alunos na comunidade online. Com mais de 26 mil certificados emitidos, é CEO da Frons, uma plataforma focada em melhoria contínua e gestão de processos.